The Interview: Um filme que os hackers não querem que veja

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A estreia agendada para Nova Iorque do filme The Interview, com Seth Rogen e James Franco, foi cancelada devido a pressões de um grupo de hackers, supostamente de origem Norte Coreana.  O filme, financiado pela Sony Pictures, apresenta Seth Rogen e James Franco como jornalistas de celebridades encarregues de assassinar o líder norte-coreano Kim Jong-un. 

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The Interview já tinha sido declarado, em junho, por oficiais do regime norte coreano, como “um ato de guerra” e estava a gerar polémica na Internet. Então, um grupo de hackers invadiu os computadores da Sony, como retaliação, e começou a revelar publicamente alguns filmes que não tinham ainda estreado. O grupo intitulou-se de “Guardiões da Paz” e anunciou, em 24 de novembro, que foram retirados no ataque mais de 100 terabyes de informação dos arquivos da Sony, desde filmes ainda não divulgados, milhares de emails de funcionários e informações pessoais dos executivos da empresa. Os investigadores que trabalham para a Sony têm descrito este ataque como um “crime sem paralelo, que não tem precedentes na sua natureza e dimensão.

A Sony tentou lutar por todas a frentes, para proteger a sua imagem, mas os membros dos “Guardiões da Paz” foram implacáveis. Depois de tornarem público alguns dos filmes pirateados, começaram a divulgar emails relacionados com várias estrelas de Hollywood. Uma das conversas revelada, entre os executivos da Sony e atores, falava sobre os gostos de Angelina Jolie, que foi descrita como uma criança mimada e com pouco talento pelo realizador Scott Rudin. Este assunto estava a tornar-se demasiado pesado para a imagem da Sony Pictures.

Depois da decisão de adiar a estreia para 16 de dezembro, demonstrando por parte da Sony o interesse em não se deixar influenciar pelos acontecimentos, os hackers elevaram o nível de ameaças, obrigando finalmente ao cancelamento oficial do filme. Foi um golpe surpreendente para a indústria americana, levando mesmo o presidente americano a fazer um comunicado sobre o tema, onde condena a atitude da empresa em se amedrontar perante os ataques dos piratas informáticos da Coreia do Norte. A Sony afirmou que cancelou o lançamento do filme  The Interview não só por causa dos ataques, mas também pela decisão dos maiores distribuidores americanos terem decidido não exibir o filme nos seus cinemas. Num comunicado posterior, o estúdio acrescentou também que o lançamento em DVD também estava cancelado.

Morte

Em relação ao filme, é mesmo verdade que o ditador Kim Jong-un é morto por Seth Rogen no final. Segundo algumas informações tornadas públicas, a cena da morte do ditador é cómica e terrível, com o seu rosto a explodir de uma forma tão horrível que levou mesmo os executivos da Sony a questionar a equipa sobre se esta seria uma imagem adequada para ser exibida numa sala de cinema.

Com este cancelamento surgiram as vozes críticas para a Sony e vários movimentos na Internet nasceram para apoiar o filme e criticar a Coreia do Norte. Um dos efeitos foi o incentivo para a votação máxima ao filme na popular página da Internet IMDB, resultando num recorde máximo na avaliação alguma vez obtida com uns extraordinários 10/10 para The Interview. Os políticos e analistas também são unânimes, este incidente levanta um precedente grave e a Sony nuca deveria ter cancelado a estreia do filme. Todos lamentam o sucedido e pedem para que os ataques não fiquem sem retaliações. Agora, todos teremos de aguardar para ver no que resulta este grave problema, que mais do que um incidente cinematográfico, também é um grave incidente político entre dois países que sempre se odiaram.

Veja o Trailer de The Interview:

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